<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114</id><updated>2009-11-01T11:21:09.870-02:00</updated><title type='text'>Idéias em Retalhos</title><subtitle type='html'>Um porto para as idéias que navegam à deriva nesta mente inquieta.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-7448790640507500771</id><published>2009-11-01T11:15:00.002-02:00</published><updated>2009-11-01T11:16:38.629-02:00</updated><title type='text'>tá bom, tá bom...</title><content type='html'>então tá, tudo bem.&lt;br /&gt;isso aqui tá tudo atrasado.&lt;br /&gt;o último post foi em 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tô tentando reativar, mas vamos devagar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-7448790640507500771?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/7448790640507500771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=7448790640507500771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/7448790640507500771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/7448790640507500771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2009/11/ta-bom-ta-bom.html' title='tá bom, tá bom...'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-8246472363027867963</id><published>2008-02-04T18:13:00.000-02:00</published><updated>2008-02-04T18:19:18.993-02:00</updated><title type='text'>Casas com nome e sobrenome</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;   Terça-feira, cinco da tarde, favela do Valo Verde. Chove torrencialmente na beirada da periferia da região metropolitana de São Paulo, enquanto acontece mais uma reunião com moradores, para tratar do andamento das obras.&lt;br /&gt;   Ouço o relato de uma mulher, que há doze anos vive alí e acompanhou toda a transformação do lugar. Ela conta que as pessoas chegaram, construíram seus barracos e ao longo do tempo todo mundo se virava como podia para escapar das enchentes, dos ratos, das doenças. Quando o governo chegou, começaram as obras de saneamento, a construção das casas. A sua viela agora tem CEP, iluminação, rede de água e esgoto, seu barraco tem um número. Ainda há muito o que fazer, mas para ela, a vida ganhou um pouco de dignidade, mesmo antes de mudar para seu novo lar.&lt;br /&gt;   O papo estava bom, mas agora era hora dela escolher sua futura vizinhança. Alí não tem essa coisa de sorteio, anônima, impessoal. Durante as obras, as futuras casas não têm código, têm nomes. Assim, a turma se entendeu e cada um ficou do lado de quem tinha alguma afinidade. Quem gostava de som alto botaram lá no fim, as comadres ficaram lado a lado.&lt;br /&gt;   “Conversando é que a gente se entende”, me disse uma senhora animada, que aproveitou para me alfinetar, cobrando o prazo de entrega. Ela precisava de uma definição, pois estava juntando um dinheirinho para comprar o piso do banheiro, que seu filho, pedreiro caprichoso, tinha prometido assentar num final de semana. Pediu também para eu não instalar a pia da cozinha, já que ela ganhou um gabinete novo, completo, de inox. Prontamente, anotei no projeto: “casa da dona Adelina, sem pia”.&lt;br /&gt;   Aqui tem gente que nem sabe o que é morar em uma casa ou usar um banheiro, já que morou a vida inteira num barraco, muitas vezes rodeado de lixo por todos os lados. Nestas condições, o enfrentamento do déficit habitacional também é oportunidade de integrar políticas sociais, de saúde pública, educação ambiental.&lt;br /&gt;   Ao contrário, em muitas cidades – e Limeira não foge à regra – as políticas de habitação social ainda se traduzem na velha fórmula simplista de fornecimento de “lotes populares” ou apartamentos confinados. Mutirão, para muitos governos, ainda rima com palavrão, ou sinônimo de “se vira aí”.&lt;br /&gt;   Frente à urgência do problema da moradia, em muitos lugares as políticas habitacionais ainda são capitaneadas por pessoas desqualificadas que, do alto de seus home sweet home, jamais conhecerão de perto o problema, sequer saberão o nome de algum morador. Esquecem que estamos tratando com gente, e gente não é gado&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-8246472363027867963?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/8246472363027867963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=8246472363027867963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/8246472363027867963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/8246472363027867963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2008/02/casas-com-nome-e-sobrenome.html' title='Casas com nome e sobrenome'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-2879060921919457369</id><published>2007-08-10T17:55:00.000-03:00</published><updated>2007-08-10T18:08:19.316-03:00</updated><title type='text'>Pra não dizer que não bloguei mais</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essa postagem é em homenagem ao PC, que andou policiando a blogosfera limeirense há um tempo atrás... ehhehe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estou com pressa e penso em colocar algo rápido e útil aqui, segue a indicação de filmes interessantes que assisti ultimamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.) Quem matou o carro elétrico (documentário americano, vale a pena)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b.) Tapete vermelho (brasileiro, com matheus nachtergaele, simples e emocionante)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c.) Motoboys, vida loca (documentário brasileiro, atentar para a entrevista do arq. Paulo Mendes da Rocha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na linha dos blockbusters, vá lá, tem dois que, relaxando e gozando, vale o divertimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.) Pequena Miss Sunshine (pra pensar sobre vencedores x vencidos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b.) Rocky Balboa (pra depois dar um murros em quem estiver ao lado, ao final do filme).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes que quero assistir mas não passam por aqui, há que se procurar em SP:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a.) Fabricando Tom Zé (documentário);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b.) Mestre Bimba, capoeira iluminada (documentário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, tenho uma certa queda por documentários. Quem quiser indicar algum legal pra eu assistir, taí embaixo o link pra deixar recado.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-2879060921919457369?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/2879060921919457369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=2879060921919457369' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/2879060921919457369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/2879060921919457369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2007/08/pra-no-dizer-que-no-bloguei-mais.html' title='Pra não dizer que não bloguei mais'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-7636302988542609576</id><published>2007-05-11T14:39:00.000-03:00</published><updated>2007-05-11T16:00:03.740-03:00</updated><title type='text'>Na Rússia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;Após um período sem postar, volto com um vídeo interessante para assistir, para quem tiver um tempinho de sobra:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dailymotion.com/video/xyfbt_los-ninos-de-la-estacion-leningrads"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;http://www.dailymotion.com/video/xyfbt_los-ninos-de-la-estacion-leningrads&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentário sobre crianças abandonadas que vivem na estação de metrô Leningradsky, em Moscou. Ganhou o Oscar de melhor documentário curta-metragem de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada muito diferente do que vemos por aqui: É muito triste perceber isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quem não estiver com estômago para coisas tristes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena dar uma olhada numas &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.beeflowers.com/Metro/-Startfiles-/index.htm"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;fotos de estações do metrô de Moscou.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Me parece que algumas estações, no auge da guerra fria, foram pensadas para funcionar também como abrigo num eventual ataque nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser viajar mais um pouquinho, é só ver o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://kartametro.info/karta/"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;mapa do metrô sobre uma foto aérea&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-7636302988542609576?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/7636302988542609576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=7636302988542609576' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/7636302988542609576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/7636302988542609576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2007/05/na-rssia.html' title='Na Rússia'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-4617770319611849337</id><published>2007-03-02T11:37:00.000-03:00</published><updated>2007-03-02T11:39:36.285-03:00</updated><title type='text'>O mapa e suas rasuras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;Percebi, há alguns anos, que eu tinha um certo gosto por mapas. Para o curioso, é sempre bom desenrolar o papel, esticar na mesa e desdobrar a imaginação através do desenho da cidade, como quem vê de cima, sobrevoando. Tanto é que decidi colecionar estes mapas, dos mais diversos tipos, sem distinção: desde os mais técnicos e precisos, até aqueles turísticos, dobrados, com os desenhos das atrações de cada lugar e cheios de anúncios.&lt;br /&gt;            São interessantes, por exemplo, os mapas que mostram o território das cidades, onde é possível ver o tanto de terra urbanizada em relação ao outro tanto de área rural. Podemos ver o avanço dos contornos da “mancha urbana” sobre o campo, através das linhas que mostram os antigos caminhos do centro até as cidades vizinhas. Junto com as linhas dos rios, da linha férrea, do relevo, elas nos indicam a estrutura de desenho de cada lugar.&lt;br /&gt;            Conseguimos então compreender o sentido da cidade: um lugar onde a gente se aglomera para compartilhar o mesmo espaço, as mesmas facilidades e benefícios. Tudo fica perto para abastecer a casa, vender produtos, consertar um sapato ou procurar um médico. Neste sentido, compartilhamos também a mesma infra-estrutura, uma rede de dutos que não aparece nos mapas mais simples, mas dá suporte aos benefícios da vida no local, fornecendo água, energia. Isso tudo custa dinheiro público, que vem do bolso de quem compartilha essas redes.&lt;br /&gt;            Sendo assim, as cidades precisam ser planejadas para alcançar seu verdadeiro sentido. Por falta disso, compartilhamos inúmeros problemas urbanos. É preciso planejar para colocar cada atividade – moradia, trabalho, lazer, etc – no seu devido local, combinadas entre si ou não, conforme o incômodo. Planejar para tirar o máximo proveito da infra-estrutura e demais equipamentos públicos, em benefício de toda a sociedade.&lt;br /&gt;            No caso de Limeira, com as alterações recentes na lei de uso e ocupação do solo, promovidas pela atual administração, toda esta idéia de planejamento foi deturpada em nome de um pretenso “desenvolvimento”, que se mostra insustentável. Ao longo de várias estradas rurais, portanto fora da área urbana e sem infra-estrutura, tornou-se possível instalar indústrias de todos os tipos, abrindo brechas para induzir o espalhamento da cidade, aumentar a especulação imobiliária e ainda desestimular o uso agrícola destas áreas.&lt;br /&gt;            Ainda é possível reverter este absurdo, ou talvez remediá-lo. Estamos próximos das audiências finais do processo de revisão de nosso plano diretor, onde a população precisa estar informada, questionar e não aceitar este equívoco. Caso contrário, de volta aos mapas, o desenho corre o risco de ficar marcado com enormes rasuras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-4617770319611849337?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/4617770319611849337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=4617770319611849337' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/4617770319611849337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/4617770319611849337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2007/03/o-mapa-e-suas-rasuras.html' title='O mapa e suas rasuras'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-117026020876314591</id><published>2007-01-31T14:15:00.000-02:00</published><updated>2007-01-31T14:16:48.776-02:00</updated><title type='text'>Transporte público: uma questão de gentileza</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Caminhando pelo centro da cidade, dia destes, reparei numa senhora franzina, cabelos completamente brancos e bem penteados, vestido florido, aparência frágil, porém de uma força de vontade que me pôs a pensar. Num instante, avistou o ônibus que vinha apressado – seus novos óculos estavam valendo a pena – levantou-se do banquinho, alguns passos e já estava na fila que descia a sarjeta e continuava uns dois metros pelo asfalto até a porta do veículo.&lt;br /&gt;            Tentei, num golpe de vista, medir a altura da rua até o primeiro degrau. Tinha algo em torno de dois palmos, quarenta centímetros. O motorista teve boa vontade: pediu paciência aos demais e, de pronto, um rapaz pegou-a pela mão acompanhando-a até o assento reservado. No fim da fila, outra mulher comentava que aquela cena era inédita, pois na pressa de cumprir seus apertados horários, muitos motoristas não tinham esse trato, já que atrasar o itinerário – mesmo que por motivo de gentileza – implicava em muita cobrança lá na garagem.&lt;br /&gt;            Admirei a vontade daquela senhora, disposta a enfrentar aquele desumano degrau, algo impensável até na mais rude construção. Desumano também era descer da sarjeta para subir no ônibus em plena rua. Desumano era aquele abrigo onde ela estava, que comportava somente o nome e mais nada. Desumano era acidentar-se dentro do veículo, caindo do assento numa curva mais rápida. Fiquei pasmo quando soube que isso é muito comum, é só perguntar para algum idoso que usa ônibus nesta cidade.&lt;br /&gt;            No momento em que o sistema de transporte público de Limeira expõe mais uma vez suas crises estruturais, é hora de parar e repensar tudo. Porém, repensar não é dizer, há dois anos, que estão sendo feitos testes nas linhas, que teremos uma nova linha aqui e outra acolá, que vai ter integração, que um novo modelo de sistema está quase pronto e será apresentado em breve. Até agora ninguém viu nada, e provavelmente não verá antes de entrar em funcionamento, caso nossa atual administração continue a usar o velho expediente do “regime de urgência” ou da temível “urgência especial” para aprovar esta nova lei.&lt;br /&gt;            Para repensar um sistema desta importância, é preciso primeiro ter um projeto para a cidade. Um projeto inteligente, aberto, democrático, para então desenhar um novo modelo de transporte público que solucione as diversas interferências dos ônibus com o meio-ambiente, com o trânsito, as ruas, as praças, as calçadas, as sarjetas, os pontos de parada, os abrigos e enfim, as pessoas. Para estas, basta uma boa dose de gentileza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-117026020876314591?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/117026020876314591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=117026020876314591' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/117026020876314591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/117026020876314591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2007/01/transporte-pblico-uma-questo-de.html' title='Transporte público: uma questão de gentileza'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-116993030908566531</id><published>2007-01-27T18:29:00.000-02:00</published><updated>2007-01-27T18:40:30.696-02:00</updated><title type='text'>futebol é cultura</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3109/1489/1600/66939/Limeirao.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3109/1489/320/338046/Limeirao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, tradição se passa de pai para filho.&lt;br /&gt;Fomos assistir a estréia do nosso time no campeonato da 2a. divisão paulista: Inter de Limeira x Oswaldo Cruz. Deu empate.&lt;br /&gt;Apesar dos pesares, gosto do futebol da segunda divisão, as desigualdades são menores (quer dizer, nenhum time tem dinheiro) e a empolgação é maior, pois todos os times lutam para subir e disputar com os grandes.&lt;br /&gt;O problema é que depois eles voltam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-116993030908566531?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/116993030908566531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=116993030908566531' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116993030908566531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116993030908566531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2007/01/futebol-cultura.html' title='futebol é cultura'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-116742576171848511</id><published>2006-12-29T18:43:00.000-02:00</published><updated>2006-12-29T18:56:01.730-02:00</updated><title type='text'>O Islã tal como ele é [ 2 ]</title><content type='html'>Outra coisa interessante para saber como é viver nas arábias é ler o blog do meu irmão, o &lt;a href="http://www.dubaifutebolclube.blogspot.com"&gt;Dubai Futebol Clube&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Ele mora em Dubai (Emirados Árabes Unidos) desde agosto deste ano, foi trabalhar numa empresa de telecom.&lt;br /&gt;Trabalhar mesmo não sei se é seu foco principal. O objetivo maior eu sei que é voltar ao Brasil (sabe-se lá quando) de bicicleta, dando a volta ao mundo.&lt;br /&gt;Não tá acreditando? Pra quem já fez várias viagens de cicloturismo - como aquela em que saiu de Buenos Aires e foi até Valparaíso, do Atlântico ao Pacífico em duas rodas - não vai ser muito não.&lt;br /&gt;Desde pequeno eu digo que ele não tem noção das coisas. Mas até que isso às vezes é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, vale a pena buscar no blog os relatos da época do Ramadan, em que os muçulmanos jejuam durante o dia inteiro, e à noite se reúnem para comer e rezar. Para nós ocidentais parece um sacrifício, mas para eles é uma época de festa. Legal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-116742576171848511?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/116742576171848511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=116742576171848511' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116742576171848511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116742576171848511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/12/o-isl-tal-como-ele-2.html' title='O Islã tal como ele é [ 2 ]'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-116742501573837920</id><published>2006-12-29T18:41:00.000-02:00</published><updated>2006-12-29T18:59:42.423-02:00</updated><title type='text'>O Islã tal como ele é [ 1 ]</title><content type='html'>Não tenho conseguido escrever textos inéditos ou coisas mais "consistentes" ultimamente. Por enquanto, vou postando algumas indicações de coisas legais que vou encontrando por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa linha, recomendo uma entrevista interessante no site da &lt;a href="http://www.carosamigos.com.br"&gt;revista Caros Amigos&lt;/a&gt;, onde Reza Aslan, um pesquisador iraniano radicado nos Estados Unidos, fala sobre questões como a democracia no mundo árabe, a situação das mulheres, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O depoimento está longe de ser daqueles de muçulmanos "catequizados" pela doutrina ianque, ou de muçulmanos "catequizados" pela doutrina anti-ianque.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-116742501573837920?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/116742501573837920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=116742501573837920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116742501573837920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116742501573837920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/12/o-isl-tal-como-ele-1.html' title='O Islã tal como ele é [ 1 ]'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-116716415753674018</id><published>2006-12-26T18:11:00.000-02:00</published><updated>2006-12-26T18:15:57.536-02:00</updated><title type='text'>Tom Zé, de novo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3109/1489/1600/770661/capadancehsap.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3109/1489/320/473712/capadancehsap.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu um CD novo dele, o &lt;a href="http://www.tomze.com.br/pdancehsa.htm"&gt;Danç-Êh-Sá&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Ainda não ouvi, mas o farei em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tom Zé inspira os inquietos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-116716415753674018?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/116716415753674018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=116716415753674018' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116716415753674018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116716415753674018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/12/tom-z-de-novo.html' title='Tom Zé, de novo'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-116716390143677364</id><published>2006-12-26T18:00:00.000-02:00</published><updated>2006-12-26T18:17:51.840-02:00</updated><title type='text'>Parque Industrial</title><content type='html'>Em tempos em que nesta cidade (sei que não deve ser privilégio nosso apenas) se muda lei de qualquer jeito, para atrair quaisquer indústrias a qualquer preço, vale relembrar uma música que vem de uma cabeça pensante extraordinária, nosso caro &lt;a href="http://www.tomze.com.br"&gt;Tom Zé&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARQUE INDUSTRIAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retocai o céu de anil&lt;br /&gt;Bandeirolas no cordão&lt;br /&gt;Grande festa em toda a nação.&lt;br /&gt;Despertai com orações&lt;br /&gt;O avanço industrial&lt;br /&gt;Vem trazer nossa redenção.&lt;br /&gt;Tem garota-propaganda&lt;br /&gt;Aeromoça e ternura no cartaz,&lt;br /&gt;Basta olhar na parede,&lt;br /&gt;Minha alegria&lt;br /&gt;Num instante se refaz&lt;br /&gt;Pois temos o sorriso engarrafado&lt;br /&gt;Já vem pronto e tabelado&lt;br /&gt;É somente requentar&lt;br /&gt;E usar,&lt;br /&gt;É somente requentar&lt;br /&gt;E usar,&lt;br /&gt;Porque é made, made, made, made in Brazil.&lt;br /&gt;Porque é made, made, made, made in Brazil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retocai o céu de anil, ... ... ... etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista moralista&lt;br /&gt;Traz uma lista dos pecados da vedete&lt;br /&gt;E tem jornal popular que&lt;br /&gt;Nunca se espreme&lt;br /&gt;Porque pode derramar.&lt;br /&gt;É um banco de sangue encadernado&lt;br /&gt;Já vem pronto e tabelado,&lt;br /&gt;É somente folhear e usar,&lt;br /&gt;É somente folhear e usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(fonte: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.tomze.com.br"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.tomze.com.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-116716390143677364?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/116716390143677364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=116716390143677364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116716390143677364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116716390143677364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/12/parque-industrial.html' title='Parque Industrial'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-116655611262127630</id><published>2006-12-19T17:20:00.000-02:00</published><updated>2006-12-19T17:21:52.623-02:00</updated><title type='text'>Para assistir e pensar</title><content type='html'>Então,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistimos um filme neste último final de semana, chama-se "Corporation".&lt;br /&gt;É um documentário extremamente lúcido sobre as grandes corporações multinacionais e a fúria capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É filme desses que a gente assiste e quando termina dá vontade de juntar um monte de gente, fazer uma faixa e sair às ruas para gritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem pretende fazer bom uso de sua massa encefálica, é uma ótima pedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois quem tiver a fim de organizar um encontro e debater o assunto, tô dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-116655611262127630?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/116655611262127630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=116655611262127630' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116655611262127630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116655611262127630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/12/para-assistir-e-pensar.html' title='Para assistir e pensar'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-116655601883728718</id><published>2006-12-19T17:09:00.000-02:00</published><updated>2006-12-19T17:20:18.853-02:00</updated><title type='text'>De volta</title><content type='html'>Ultimamente não tenho conseguido manter o propósito deste blog.&lt;br /&gt;Eu pretendia inserir aos poucos (e regularmente) alguns fragmentos das idéias que pululam aos montes nesta mente inquieta, mas no fim das contas acabei colocando somente os artigos já publicados, ou seja, os textos prontos, com as idéias já lapidadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não tem problema não, vou tentar superar a falta de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hasta la vista!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-116655601883728718?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/116655601883728718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=116655601883728718' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116655601883728718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116655601883728718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/12/de-volta.html' title='De volta'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-116250486100466230</id><published>2006-11-02T18:57:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T19:01:01.016-03:00</updated><title type='text'>O fetiche das câmeras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;              “Sorria, você está sendo filmado”: mais uma vez, este chavão popular à minha frente. Sob os olhares dissimulados das câmeras, perdi a naturalidade. Mesmo que não oferecesse risco algum, dali em diante meus gestos ficaram marcados. Passei inevitavelmente a medi-los. Afinal, estando vigiado, o simples fato de colocar as mãos no bolso de meu casaco poderia despertar alguma situação de alerta.&lt;br /&gt;               É tão comum, quanto impressionante, hoje em dia vermos gente defendendo a instalação de câmeras de vigilância pelas ruas da cidade. Não mais restritas aos espaços privados, querem a todo custo espalhá-las pelos espaços públicos, como sendo a solução mágica dos problemas de segurança urbana.&lt;br /&gt;               Nos noticiários vemos que os valores para instalação de toda esta parafernália tecnológica são altos, mas até agora ninguém questionou qual seria o “preço social” da perda da espontaneidade dos cidadãos, prontos para serem transformados em&lt;br /&gt;atores neste imenso cenário no qual a cidade pretende se converter.&lt;br /&gt;                O vulto de dinheiro despendido com um sistema destes poderia ser mais útil e eficaz para a segurança pública se investido corretamente na educação, em programas para redução da miséria e das diferenças sociais, na construção de espaços públicos de lazer, a fim de ocupar criativamente o tempo ocioso das pessoas mais vulneráveis a entrar para o crime.&lt;br /&gt;Este fetiche tecnológico da sociedade contemporânea, aliado à segurança ostensiva, está fazendo a cidade perder seus encantos, perder as estribeiras. Assustada com a violência generalizada, fruto de nossas profundas desigualdades sociais, a população poderá acordar tarde para o fato de que a violência das câmeras pode ser ainda mais profunda. Deixar-se vigiar, deixar-se monitorar, é alimentar um outro fetiche: o fetiche do poder, da sociedade mantida sob controle nas mãos de sei-lá-quem, sabe-se lá com quais propósitos.&lt;br /&gt;                Uma coisa é certa: as boas soluções nunca surgem das idéias mais óbvias. No quesito segurança, é preciso usar a inteligência para não submeter toda uma cidade à paranóia da vigilância. Precisamos de ações menos impactantes, mais inteligentes, de modo a superar as pressões do medo e recuperar a espontaneidade da vida urbana. Caso contrário, diante das câmeras e seus avisos, restarão – estáticos - apenas olhares profundos e sorrisos amarelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(publicado no Jornal de Limeira, em 02/11/2006)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-116250486100466230?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/116250486100466230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=116250486100466230' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116250486100466230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116250486100466230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/11/o-fetiche-das-cmeras.html' title='O fetiche das câmeras'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-116110723624045301</id><published>2006-10-17T14:44:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T14:47:16.256-03:00</updated><title type='text'>Dia Mundial da Arquitetura</title><content type='html'>O Dia Mundial da Arquitetura, paralelamente ao Dia Mundial do Habitat, indica um momento de reflexão não somente para os profissionais da arquitetura e urbanismo, mas para todo cidadão que de alguma forma está engajado na luta por melhores condições de vida nas cidades.&lt;br /&gt;            Comemorado todo ano na primeira segunda-feira do mês de outubro, mais que uma data de festividade, é preciso que este dia marque uma virada de rumos. Aos arquitetos, a missão de revigorar a crítica e a produção voltada para solucionar as necessidades de abrigo, recuperar o prestígio dos espaços públicos e pensar novos vínculos entre o homem, a cidade e a natureza. Aos governos, a tarefa de implementar políticas justas de amplo acesso à moradia e suprir as demandas sociais, visando a redução drástica dos abismos entre ricos e pobres – e ainda – entre estes e os que vivem na mais plena miséria. À população, cabe organizar-se para ampliar e efetivar a participação nas decisões que envolvem o futuro do espaço urbano.&lt;br /&gt;            Frente a estes e outros inúmeros desafios, é tempo de romper a apatia e recuperar o otimismo. Arregaçar as mangas, lápis e papel à mão: é tempo de riscar novos projetos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-116110723624045301?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/116110723624045301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=116110723624045301' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116110723624045301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/116110723624045301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/10/dia-mundial-da-arquitetura.html' title='Dia Mundial da Arquitetura'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-115918340760817426</id><published>2006-09-25T08:13:00.000-03:00</published><updated>2006-09-25T08:23:27.626-03:00</updated><title type='text'>A contradição das queimadas</title><content type='html'>A temporada de outono-inverno é a época do ano que mais aprecio. O clima ameno, as noites frias e as manhãs de neblina formam o cenário perfeito para meu dia-a-dia. De incômodo, resta-me o ar seco de sempre, difícil de respirar. Como igualmente é difícil entender as contradições que envolvem a atmosfera política e econômica de nossa região.&lt;br /&gt;            Abrindo a janela, me vem à cabeça um divertido passatempo de infância, quando no quintal tentávamos capturar os maiores pedaços de palha de cana queimada que caíam aos montes do céu. Era uma chuva misteriosa, intrigante por ser justamente o oposto da chuva que realmente precisávamos naquele momento de seca. A ingenuidade pueril começava a dissipar-se, na tentativa de entender o que acontecia.&lt;br /&gt;            Hoje, dentro de um carro movido a álcool, me questiono se o plantio extensivo da cana – tida como a redenção energética do país – não poderia se conciliar com a melhoria das condições ambientais e com o desenvolvimento humano das cidades. Analisando friamente a crise que atingiu nossa atmosfera neste inverno, vejo que é preciso começar a avaliar seriamente o número de beneficiados com a queima da cana e confrontá-lo com a imensa proporção de prejudicados, que vão desde os que sofrem crises diárias de asma, até as pessoas que, sem nenhum horizonte melhor, aceitam um trabalho tão desumano e insalubre como o de cortar cana.&lt;br /&gt;            Parece incrível que, na busca do desenvolvimento econômico, se continue a empregar técnicas tão rudimentares como as queimadas. Desde nosso tempo de colônia, todo ano isto se repete com poucas alterações. Portanto, é urgente cobrar de nossos poderes públicos maior sensatez, no sentido de encerrar de uma vez este ciclo retrógrado e subdesenvolvido da queimada da cana.&lt;br /&gt;            Depois, ainda há que se rever outros usos e costumes enraizados na sociedade através de cidadãos desavisados, ou mesmo inconseqüentes. Atear fogo em qualquer coisa nesta época prejudica muita gente, mas uma campanha educativa – intensa e inteligente – poderia reverter esse processo no futuro, de forma saudável e sem traumas.&lt;br /&gt;            Para alcançarmos a tão sonhada qualidade de vida, hoje vendida a preço de ouro, devemos superar estas contradições, ao invés de rodar em falso dentro de nossas próprias nuvens de fumaça. Resolver esta equação é sonhar com o dia em que uma criança não veja brincadeira numa chuva de carvão, ou melhor ainda: nunca presencie algo parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(publicado no Jornal de Limeira, em 16/09/2006)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-115918340760817426?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/115918340760817426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=115918340760817426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/115918340760817426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/115918340760817426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/09/contradio-das-queimadas.html' title='A contradição das queimadas'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-115918265681200808</id><published>2006-09-25T08:07:00.000-03:00</published><updated>2006-09-25T08:25:38.513-03:00</updated><title type='text'>O Rio Tatu</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3109/1489/1600/rio%20tatu.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3109/1489/320/rio%20tatu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Rio Tatu representa para Limeira o passado, o presente e o futuro. Antes mesmo de a cidade ser cidade, ele já estava ali, soberano. Ao longo destes anos, quase sempre foi tratado como um empecilho, uma barreira a ser transposta, uma calha onde se jogam os dejetos da civilização. Para ele, a cidade sempre virou a cara e torceu o nariz.&lt;br /&gt;Frente ao desenvolvimento urbano, foi apenas mais um tanto de natureza a ser civilizado, encaixotado pelas mãos do homem. Ainda assim, resiste. De tempos em tempos, reaparece inundando a várzea que sempre foi sua, mostrando quem é o verdadeiro dono do pedaço.&lt;br /&gt;Esperto, expõe as lacunas de uma sociedade que se pretende desenvolvida, para mostrar que o futuro está ao longo do seu leito. Otimista, sabe que o processo inverso está para acontecer: um dia a cidade inteira lhe voltará os olhos para retribuir seu devido valor. Paciente, entende que tudo tem seu tempo: por hora, mantém seu percurso firme e perseverante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(publicado no Jornal de Limeira em 15/09/2006, por ocasião do aniversário da cidade - 180 anos)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-115918265681200808?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/115918265681200808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=115918265681200808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/115918265681200808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/115918265681200808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/09/o-rio-tatu.html' title='O Rio Tatu'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-115188491410579058</id><published>2006-07-02T21:00:00.000-03:00</published><updated>2006-07-02T21:01:54.120-03:00</updated><title type='text'>A cidade, suas cores e tendências</title><content type='html'>Nesta época de copa do mundo predomina o verde-amarelo por toda a cidade. Nas janelas, nos carros, nas roupas, nas calçadas – o que? Sim, era isso mesmo. Naquele domingo, dia em que a cidade mostra o que está por trás do nosso corre-corre cotidiano, fiquei estarrecido. Um simples passeio me mostrava o quanto estava se perdendo a noção de respeito com o espaço público.&lt;br /&gt;           Em nome das “tendências de mercado”, dali pra frente tudo seria verde-amarelo, incluindo aquela calçada de pedras portuguesas, bem no centro da cidade, toda lambuzada de tinta para chamar a atenção do consumidor que, coitado, ainda deveria tomar cuidado para não escorregar, porque a tinta fez perder toda a aspereza do piso.&lt;br /&gt;           Invisível e volátil, esse tal de mercado vem levando à falência toda e qualquer coisa que tenha permanência e durabilidade, como a própria arquitetura da cidade. O que resta de memória está bem ali, sufocado e encoberto por várias camadas de papel, plástico e muita tinta, ainda melhor se for “textura”.&lt;br /&gt;           Ninguém sabe de onde vem ou quem disse, mas o importante é seguir a onda. E assim a cidade inteira veste uma fantasia que não se tira quando quiser, como uma roupa. Tudo isso fica impregnado nos tijolos, no concreto, nas pedras do piso. Nessa onda, quem fica à deriva é a própria beleza da cidade.&lt;br /&gt;            Seguindo tendências, também se constroem lugares como num mundo de sonhos, alheios ao que sobra por trás dos muros. Vivo me deparando com outdoors vendendo lugares privilegiados, mas nunca vi anúncio dos chamados “loteamentos populares” falando de qualidade de vida. Tristes fantasias em tons de roxo, enormes hematomas no corpo da cidade.&lt;br /&gt;            Refém de uma beleza enlatada, fica difícil descobrir o verdadeiro caráter de Limeira, que segue perdendo sua personalidade. Por cima daquilo que foi abaixo, não se vê nada de antigo, nada de novo, nada criado aqui. O espaço público que existe entre os muros e as cercas é apenas a rua, de passagem. Nessas condições não se estabelecem vínculos entre as pessoas e a cidade, pois quem passa nunca permanece.&lt;br /&gt;            À mercê desta fugacidade, o lugar onde vivemos se transforma numa terra de ninguém, pois no embate entre o durável e o descartável quem leva a pior é a consciência dos cidadãos, que dopada de tanta informação fica paralisada para emitir qualquer parecer ou reação.&lt;br /&gt;            Reverter este quadro ainda é possível. Para isso, é preciso abrir os olhos e enxergar o que há de permanente e verdadeiro na arquitetura da cidade. Superar tendências também ajuda, ainda mais se pensarmos que, ultimamente, a cor que está em alta é justamente o branco. Aquele que dá na cabeça das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;publicado no Jornal de Limeira, em junho/2006&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-115188491410579058?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/115188491410579058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=115188491410579058' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/115188491410579058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/115188491410579058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/07/cidade-suas-cores-e-tendncias.html' title='A cidade, suas cores e tendências'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-114765777859616392</id><published>2006-05-14T22:36:00.000-03:00</published><updated>2006-05-14T22:49:38.610-03:00</updated><title type='text'>Um lugar para sentir saudades</title><content type='html'>Dia desses estava meio amargo com esta cidade. Refletindo sobre a questão do desenvolvimento – urbano, econômico, social – tive a sensação de que, ultimamente, isto se mede pela quantidade de distritos industriais que cada cidade constrói para si. Seria tal como uma espécie de medidor, que indica o quanto é avançada ou decadente. Breve pesadelo, logo passou quando pensei: o sucesso de um lugar se deve ao modo como o homem constrói lugares para sentir saudades.&lt;br /&gt;             Um pouco pessimista, talvez, mas entendi que este gosto amargo piora quando saio daqui. Não é preciso ir muito longe para perceber que uma bela cidade não se faz somente com grandes shopping centers e vários distritos industriais, mas com espaços de qualidade, que evidenciem o valor do viver em público, das coisas ao ar livre, acessíveis com os mínimos meios possíveis sem que o homem fique refém de suas máquinas.&lt;br /&gt;            Quando me peguei ausente, sem sentir saudades, passei a me questionar. O que estaria ocorrendo com todas as memórias e lembranças do lugar onde nasci e cresci? Imagino que só sentimos saudades das coisas que estabeleçam vínculos, a ponto de nos marcar afetivamente. Para mim, a paisagem da cidade e seus objetos construídos seriam as peças que faltavam para preencher estas lacunas.&lt;br /&gt;            Em outros lugares, os monumentos eram realmente obras de arte, os amplos espaços livres e públicos me faziam esquecer que eu estava numa grande cidade. Mesmo as construções em que não havia muita intenção técnica ou artística, faziam sentido no conjunto de uma rua. Assim também com as pessoas que ali viviam. Suas vidas não estavam somente ligadas ao espaço privado, mas ao viver em público. Esta face pública complementava naturalmente suas vidas íntimas.&lt;br /&gt;            Todas estas coisas interessantes teriam sido criadas espontaneamente? De fato não, pois a cidade é feita pelas mãos do homem. A própria comunidade é o agente da transformação da natureza em espaço habitável e os cidadãos são os verdadeiros atores neste palco, onde o tempo da peça pode variar: às vezes é mais curto, por outras prolonga-se indefinidamente.&lt;br /&gt;            Ciente disto, aquele estranho pessimismo tornou-se entusiasmo. Sim, é possível transformar o espaço à nossa volta, construir novas afetividades, lugares com personalidade e qualidades duráveis. Cidades que transmitam às futuras gerações verdadeiras lições de como lidar com a natureza para promover o desenvolvimento humano, lugares para sentir saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Publicado no Jornal de Limeira, em 10/05/2006&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-114765777859616392?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/114765777859616392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=114765777859616392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/114765777859616392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/114765777859616392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/05/um-lugar-para-sentir-saudades.html' title='Um lugar para sentir saudades'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-114308161044310767</id><published>2006-03-22T23:37:00.000-03:00</published><updated>2006-03-22T23:42:20.146-03:00</updated><title type='text'>O recado vem das ruas</title><content type='html'>À primeira impressão, não há nada demais em ver crescer a cada dia a aglomeração de adolescentes junto aos lugares relacionados ao consumo como o shopping center, as fast-foods, supermercados e lojas de conveniências. Acho interessante ver pessoas reunidas em determinados pontos da cidade, mesmo que nem sempre nas praças, teoricamente feitas para isso.&lt;br /&gt;Passando por um destes locais, me questionei se o espaço público ao redor tem condições de receber todo este pessoal, que não cabendo nas calçadas, ocupa as ruas, os estacionamentos e os canteiros centrais das avenidas.&lt;br /&gt;É fato que o público que se reúne nestes locais se diferencia dos que circulam de carro, param nas avenidas e ligam o som alto. Enquanto muitos vão à pé, outros levam suas bicicletas e skates. Outra situação, outras idades e outras tribos.&lt;br /&gt;Aos poucos, essa acumulação de gente começou a gerar problema. Grade pra cá, grade pra lá e a polícia já passa mais vezes atenta a possíveis acontecimentos e desentendimentos comuns das aglomerações. “A rua é pública!”, grita um garoto com sua bicicleta no meio do caminho.&lt;br /&gt;Nota-se que há um código a ser decifrado: a cidade é o caderno onde esta moçada deixa anotada uma mensagem não somente escrita pelos muros, mas expressa por meio de suas atitudes. A observação atenta destas marcas torna possível perceber que uma simples pichação também comunica algo, que por sua vez é diferente do que os grafiteiros tentam expressar. É preciso entender tudo isso antes de simplesmente defender punições ou ações remediadoras.&lt;br /&gt;O consumo não é algo ao alcance de todos. É estranho ver tanta gente parada na frente de um shopping, sem entrar para gastar. Muitos dos que podem consumir se sentem acuados, pois consideram uma afronta esta molecada parada na frente dos estabelecimentos. Incômodo também para quem vende, pois espantar freguês é quebrar qualquer negócio.&lt;br /&gt;Existe uma lógica: estes lugares são os ambientes onde nossos jovens podem mostrar suas caras para a sociedade. Afora os reais problemas relacionados à inconseqüência juvenil, muitos preconceitos vêm à tona. Para os mais conservadores, não custa muito pedir a “limpeza” destas áreas. Em outros termos, trata-se de expulsão. Porém, a rua é publica e já se foram os tempos do toque de recolher: a turminha continua por lá.&lt;br /&gt;O recado disso tudo é que a cidade e seus espaços públicos não estão preparados para dar vazão às novas demandas culturais da população, aos gritos e desejos de cidadãos numa idade em que começam a perceber que o lugar onde vivem definitivamente não é feito para todos.&lt;br /&gt;Para fechar estas feridas é preciso qualificar os bairros chamados “populares” com novos e inusitados equipamentos. É o momento de construir espaços onde se possa exercer a cidadania e afirmar identidades: mercados de trocas e de artesanato local, anfiteatros ao ar livre, locais para ensinar – e relembrar – simples ofícios. Foi a época em que dar qualidade de vida a um bairro era somente levar linhas de ônibus, construir escolas, centros esportivos e postos de saúde.&lt;br /&gt;Criar novas referências, conferir personalidade aos lugares, estabelecer novos pontos de encontro a partir de outras lógicas é também entender que a inclusão social tem papel prioritário nas ações que visem reorganizar a cidade de forma justa. Traduzir as mensagens que vêm das ruas é o primeiro passo para os que se dizem interessados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Artigo publicado no Jornal de Limeira, em 19/03/2006&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-114308161044310767?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/114308161044310767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=114308161044310767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/114308161044310767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/114308161044310767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/03/o-recado-vem-das-ruas.html' title='O recado vem das ruas'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-113970009663794682</id><published>2006-02-11T21:18:00.000-02:00</published><updated>2006-02-11T21:21:36.640-02:00</updated><title type='text'>O desenho de uma cidade, na cabeça de um arquiteto</title><content type='html'>Ao debruçar sobre o mapa da cidade de Limeira, o arquiteto logo percebe que não está na metrópole. Pode visualizar limites no desenho, horizontes não-urbanos através da janela do escritório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escala é outra. Ainda que abrigue 250.000 pessoas, esta paisagem levemente ondulada possui fronteiras nítidas. Fronteiras que não implicam maiores distâncias de outras cidades tão parecidas, elas até podem ser vistas de pontos mais altos. Ao redor, as rodovias ditam a proximidade com uma rede de cidades médias, e dão acesso a uma boa porção do país. No centro, resta a ferrovia que antes a ligava aos outros centros vizinhos, e por onde o apito do trem avisa que hoje ele está somente de passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto da ferrovia segue o curso d’água principal, que conecta a cidade em outra rede, a Bacia do Rio Piracicaba. A água também aqui está de passagem, e leva consigo ainda uma boa dose de esgoto, em função de seu parcial tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma rede de outros cursos d’água menores desenha calhas que dividem a paisagem em regiões, possibilitando a visualização de umas às outras. Assim como muitas cidades, há também um bairro chamado Boa Vista, de onde se pode ver o Centro bem à frente, do outro lado do Ribeirão Tatu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Circulando, é possível passar por todas estas regiões através do Anel Viário, projetado na década de 70 pelo arquiteto Zenon Lotufo. Esta via, que costura o tecido urbano das áreas ao redor do centro, indicou novos horizontes àquela cidade que na época estava praticamente concentrada na “calota” central. Nesse momento o país vivia o “milagre econômico”, que aqui teve reflexos: a cidade expandiu, espalhou-se e construiu seus arranha-céus, modificando a paisagem existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lotufo também desenhou o edifício da rodoviária, ao lado da estação ferroviária, na parte baixa do centro. Esta proximidade já não faz muito sentido hoje, mas a estratégia da “planta livre” permite aos jovens arquitetos repensar a função daquele prédio, todo em concreto armado, naquela região degradada: um campo aberto à experimentação projetual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências visuais não faltam. Apesar dos inúmeros totens, outdoors e luminosos que a todo custo teimam em raptar a atenção do observador, a chaminé em tijolos aparentes, pertencente à antiga indústria de chapéus, persiste no tempo e na paisagem. Situado na região mais alta do centro, o prédio que hoje é sede da prefeitura mantém sua imponência, marca do início da industrialização na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Centro acima” é denominada esta região, valorizada no mercado imobiliário. Lado oposto da “baixada da estação”, vem a ser o final do percurso através do centro, entre o comércio popular e o consumo de luxo. Apesar desta constatação, a área central ainda é a principal região onde a população de todas as classes sociais faz suas compras, trabalha e utiliza-se de serviços. Sonho de muitos arquitetos, essa mistura e convivência nos ensina a resolver alguns dos problemas urbanos atuais, mas entre a prancheta e a obra ainda há muitos obstáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao mapa, percorrendo o lápis em direção aos limites da cidade, distinguimos claramente grandes manchas com predominância no tamanho dos lotes. De um lado, áreas retalhadas em lotes mínimos, agrupados segundo a lógica do “quanto mais, melhor” onde estão localizados todos os empreendimentos voltados à população de baixa renda. De outro estão vastas áreas em que predominam lotes de dimensões maiores, formando bairros fechados onde terrenos e casas são vendidos pelo mote publicitário da “localização nobre”, sempre a favor da segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os limites são claros. Em Limeira, as linhas que representam muros são cada vez mais extensas, expondo os imensos abismos da sociedade contemporânea, que aqui se fazem presentes seguindo a tendência da maioria das cidades brasileiras. Estas fronteiras não são as mesmas que continuam no horizonte, vistas da janela. Elas estão bem ao lado, batem à nossa porta e mancham o desenho da cidade que tentamos esboçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto a ser publicado no boletim do IABSP, nº 53)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-113970009663794682?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/113970009663794682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=113970009663794682' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/113970009663794682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/113970009663794682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/02/o-desenho-de-uma-cidade-na-cabea-de-um.html' title='O desenho de uma cidade, na cabeça de um arquiteto'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-113969978491176735</id><published>2006-02-11T21:14:00.000-02:00</published><updated>2006-02-11T21:18:34.753-02:00</updated><title type='text'>A Gruta: um inusitado protagonista do espaço público</title><content type='html'>A cidade de Limeira situa-se a 150km de São Paulo, junto do eixo rodoviário Anhangüera / Bandeirantes, e da ferrovia antes conhecida como Companhia Paulista. Esta foi a responsável, atrelada à produção do café e da laranja, pelo seu primeiro impulso de desenvolvimento urbano ocorrido no período de transição do século XIX para o século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fazendas mais antigas situadas ao redor do núcleo urbano são hoje referências históricas da região, e formam um roteiro turístico que está começando a ser explorado. Nos cartões postais, a ênfase recai sobre estes lugares, e sobre algumas edificações de valor histórico situadas no centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem chega à praça Toledo Barros, principal espaço público da área central, logo se depara com um objeto inusitado. Trata-se da Gruta, cujo retrato tem lugar garantido nas estampas dos cartões postais de Limeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inaugurada por volta de 1920, foi desenhada por um artista imigrante italiano, e está posicionada no centro da praça, logo à frente do Teatro Vitória, rodeada por um espelho d’água hoje desativado. Concebida inicialmente para funcionar como bar e coreto, sua construção é feita de tijolos, e revestida de pedra bruta. É possível adentrá-la, atravessando uma pequena ponte, e iniciando um breve percurso que termina num átrio cujo teto é uma abóbada de tijolos aparentes. Lateralmente, dois lances de escada se juntam em um só, sobre o arco da entrada principal, e logo acima formam um belvedere, situado sobre a abóbada, de onde se vê toda a praça e os detalhes em alto relevo da fachada art dèco do Teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, a cidade começava a experimentar seu desenvolvimento econômico, e o espaço público ganhava equipamentos, chafarizes, jardins bem-cuidados e monumentos como esse. É nesta praça que ocorria o footing, ponto de encontro de muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz muito tempo, ali na Gruta ainda funcionava um pequeno barzinho. Se o local algum dia funcionou realmente como coreto, não se sabe ao certo. Pouco mais tarde, o bar é fechado, e a Gruta é reformada, perdendo seu caráter “multifuncional”: torna-se apenas um local de visitação, sem as funções originais, porém ainda persiste seu caráter de espaço lúdico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nos aprofundarmos em questões de valor estético ou de patrimônio histórico, o fato é que a Gruta é algo marcante na memória não somente de quem nasceu na cidade, mas de quem passa por aqui. A estranheza que este objeto hoje causa ao visitante é a mesma com que eu quando criança o explorava. Sua natureza artificial, a meio caminho entre um rochedo e um castelo medieval (lembranças misturadas na memória de um imigrante?) muitas vezes soa como um pastiche grosseiro, mas naquilo que tem de utilitário, a Gruta torna-se um exemplo interessante de “monumento-equipamento” do espaço público. Seu valor está relacionado ao papel de protagonista deste lugar, constituindo peça importante no imaginário urbano construído ao longo do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de sucessivos maus-tratos, a praça Toledo Barros insiste em continuar sendo o cenário da vida cotidiana da cidade. Através das várias reformas por que passou, entre diferentes adaptações e anexos construídos, ela se mostra confusa diante destas inúmeras colagens. Um sedimento cultural difuso, mas que ainda nos permite aos domingos, ver crianças subindo e descendo as escadas da Gruta, realimentando a memória de muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto a ser publicado no boletim do IABSP, nº 53)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-113969978491176735?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/113969978491176735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=113969978491176735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/113969978491176735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/113969978491176735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/02/gruta-um-inusitado-protagonista-do.html' title='A Gruta: um inusitado protagonista do espaço público'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-113969959780999395</id><published>2006-02-11T21:09:00.000-02:00</published><updated>2006-02-11T21:13:17.810-02:00</updated><title type='text'>Revelar uma nova cidade</title><content type='html'>A cidade se faz perceber a partir de pequenos gestos. Sair para tomar um café, parar, sentar e ouvir o vai-e-vem das pessoas. Esta pode ser a oportunidade para descobrir um horizonte além de nossas impressões mais sinceras sobre o lugar em que vivemos.&lt;br /&gt;             Há dificuldades nisso: durante nossos percursos diários, nem sempre a pausa para o café significa que sentimos seu sabor, ou enxergamos as pessoas ao lado. Nesses tempos acelerados nossos sentidos sofrem ataques contínuos de informação abundante, a qual nem sempre informa, mas ao contrário, faz calar. A cidade, cenário desta condição, segue ilesa apesar das queixas e dificuldades da vida cotidiana.&lt;br /&gt;             Um olhar atento sobre estes obstáculos revelará problemas mais profundos. Aguçar os sentidos pode ser a pá que vai remover a superfície para mostrar que ao fundo existe algo inusitado.&lt;br /&gt;             Um exercício é sair pela rua como estrangeiro, colocando à parte nossas memórias aqui sedimentadas. Da mesma forma que uma criança desmonta seu brinquedo para descobrir a engrenagem que o faz funcionar, é preciso ter curiosidade e sair um dia à pé, trocar o carro pela bicicleta, ou entrar num ônibus e seguir até o ponto final. Exercitar o olhar e os sentidos, observando as coisas ao redor.&lt;br /&gt;             Despidos de preconceitos, podemos também nos interessar pelo conteúdo das leis que fazem – ou não – com que as dificuldades encontradas nestes caminhos tenham solução. Se elas não são tão compreensíveis, desmonte-as para entender seu mecanismo. Isto pode ser a ferramenta que falta para que seu percurso seja mais agradável.&lt;br /&gt;             Descobrimos então que a calçada onde nossa colega tropeçou na semana passada não precisa somente de reparos. Nos questionamos se a velha lei intitulada “código de obras” ainda é suficiente para que o responsável construa adequadamente aquele trecho de espaço público.  &lt;br /&gt;             Indo além, podemos até cogitar que seria mais interessante andar por calçadas contínuas como a rua, e não sobre uma colcha de retalhos que mostra no chão a seqüência das diferentes fachadas observadas pelo caminho.&lt;br /&gt;             Esta pausa para reflexão nos leva também a sentir o quanto nos agride a profusão de letreiros e outdoors na paisagem. Isso sem contar o barulho das caixas de som em frente às lojas que buscam raptar nossa atenção a qualquer custo. Imagine se conseguíssemos observar a fachada do prédio que está por trás da enorme marquise e de seu painel luminoso duas vezes maior. Poderíamos talvez descobrir um pouco da história do lugar ou do povo que o ajudou a construir.&lt;br /&gt;             Estas formas ocultas indicam que uma outra cidade pode reaparecer. Querendo isto, podemos tentar entender a lei que regula, ou não, toda esta parafernália que nos impede de saber o quanto as coisas mudaram desde que a cidade é cidade. Podemos também cogitar se não seria o caso de haver propaganda sim, mas de forma respeitosa e verdadeira para com as pessoas, com o meio ambiente urbano e com a nossa história.&lt;br /&gt;             Em Limeira, é possível que não encontremos somente uma cidade, mas várias outras escondidas atrás de nossas cortinas. A oportunidade de revisar nosso plano diretor – lei que indica as maneiras com que a cidade pode crescer e se reorganizar – é o momento de todos participarem ativamente da construção de um processo de redescoberta, superando os problemas cotidianos, os interesses escusos, os abismos sociais, e percebendo que a utopia de uma cidade gentil com seus cidadãos é realizável, basta um gesto para revelá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Artigo publicado no Jornal de Limeira, 09/02/06 )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-113969959780999395?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/113969959780999395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=113969959780999395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/113969959780999395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/113969959780999395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2006/02/revelar-uma-nova-cidade.html' title='Revelar uma nova cidade'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-112770992264519336</id><published>2005-09-26T01:34:00.000-03:00</published><updated>2005-09-26T01:45:22.786-03:00</updated><title type='text'>Assistam: Os Educadores</title><content type='html'>Ultimamente o tempo tem sido limitado para postar mais idéias por aqui.&lt;br /&gt;Sendo assim, tenho de ser breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme para assistir:  "Os educadores", ou "The Edukators"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da pasteurização do cinema americano, este é um filme alemão (infelizmente o que alugamos era dublado) que trata da europa atual, da desigualdade social, de ética, ideiais e de revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vimos grandes lances relacionados à linguagem do cinema, mas o filme prende a atenção e vale para colocar nosso cérebro para funcionar, frente a tantas tentativas de entorpecê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-112770992264519336?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/112770992264519336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=112770992264519336' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/112770992264519336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/112770992264519336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2005/09/assistam-os-educadores.html' title='Assistam: Os Educadores'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16444114.post-112605538103862102</id><published>2005-09-06T22:07:00.000-03:00</published><updated>2005-09-06T22:09:41.040-03:00</updated><title type='text'>Sobre a violência</title><content type='html'>Tenho pensado ultimamente na questão da violência. Principalmente sobre a violência urbana, mas tentando abordá-la um pouco mais além das simples constatações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em Limeira nos últimos anos, é verdade que já não tínhamos uma situação de calmaria – como logo vem à cabeça quando pensamos numa cidade do interior – mas de um tempo pra cá a coisa piorou, ou apenas ficou mais evidente. É claro que isso não é um fenômeno localizado. E nem vou entrar na questão da “midiatização” do crime, que envolve muitas outras. Vou focar no que mais me impressiona em tudo isso: a banalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tem sido muito simples: é como aquele ditado, que versa sobre como é fácil roubar um doce de uma criança. A diferença é que, se a criança não entrega o doce, ou mesmo se assusta com a abordagem, ela é assassinada. Muitas vezes com um tiro à queima-roupa, não raro direto na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplicidade e facilidade: assaltos à mão armada agora são feitos de moto. A vítima é abordada, roubada, e em instantes os ladrões desaparecem. Tudo é muito prático e rápido. Não tem nem o problema do congestionamento do trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência também é on-line: te ligam, ameaçam seqüestrar um parente próximo, e você, coagido, compra créditos de celular pré-pago para os criminosos que muitas vezes estão dentro dos presídios. Impressionante como é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso, cá com meus botões, que a banalidade da violência é reflexo de várias outras banalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma delas é a banalidade do consumo. As pessoas são bombardeadas por propaganda 24 horas por dia, e induzidas a ter o que muitas vezes não precisam. E a própria sociedade cobra isso de você, que deve trocar de carro todo ano, arrumar um bom emprego e comprar um celular último-tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vi naquele &lt;em&gt;reality-show&lt;/em&gt; da televisão, em que o vencedor já sai todo formatado: cargo de executivo alto-escalão, carro zero, &lt;em&gt;notebook&lt;/em&gt;, celular, matrícula num curso de MBA, entre outros acessórios. E me disseram que esse venceu na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem até gente comprando câmera fotográfica digital sem ter acesso a um computador para ver, organizar e guardar suas fotos. É que vendo a propaganda na televisão, isto parece muito simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico ainda observando algumas igrejas, que embutem na cabeça daquele pobre-coitado que não tem nem comida no prato: se ele realmente tiver fé (e pagar por este serviço espiritual prestado), vai subir na vida e Deus lhe proporcionará a bênção de ter um bom carro na garagem, uma casa espaçosa e um apartamento na praia. Impressionante como é fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como negar que a violência é resultado de um conjunto enorme de fatores. E para resolver esta equação complicada, não basta montar um bom aparato policial. Isso é simples demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como fica a violência do mercado e da propaganda? E a violência dos padrões de conduta e consumo cobrados pela sociedade? E a violência da coação espiritual? Perto de tudo isso, a violência urbana é apenas a ponta do iceberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta também relembrar aquele velho chavão de que a solução para estes problemas é “investir na educação”, “aumentar o emprego”, ou mesmo “acabar com a corrupção”. Velhas bobagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é estrutural e vai muito além do que posso cogitar aqui neste breve texto-quase-desabafo. O Brasil precisa rever os seus modelos: sociais, econômicos, políticos e culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionante como é difícil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16444114-112605538103862102?l=ideias-em-retalhos.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/feeds/112605538103862102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=16444114&amp;postID=112605538103862102' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/112605538103862102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16444114/posts/default/112605538103862102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ideias-em-retalhos.blogspot.com/2005/09/sobre-violncia.html' title='Sobre a violência'/><author><name>alexmrosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03529834119126645308</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03666935556194882602'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry></feed>